A Seleção Brasileira Feminina de futebol concluiu sua participação na última Data FIFA com um desempenho que acende um sinal de alerta nos bastidores da Confederação Brasileira de Futebol. A derrota por 1 a 0 para o México, neste sábado (1º) no Estádio Ciudad de los Deportes, na capital mexicana, selou um período de resultados mistos e, em alguns casos, inéditos, levantando questionamentos sobre a preparação para a Copa do Mundo de 2027, da qual o Brasil será país-sede.
Oscilação e Quebra de Tabus na Data FIFA
O ciclo de amistosos, pensado para aprimorar a equipe sob o comando do técnico Arthur Elias, começou com uma convincente goleada de 5 a 2 sobre a Costa Rica, mostrando o potencial ofensivo da equipe. Contudo, os jogos seguintes apresentaram um cenário menos favorável. Primeiro, uma derrota inédita por 2 a 1 para a Venezuela abalou a confiança. Em seguida, o revés contra o México marcou a segunda vez na história que a equipe mexicana superou a brasileira em 17 confrontos, quebrando uma longa hegemonia verde-amarela.
O Inesperado Resultado Contra o México
Historicamente, o Brasil detinha um domínio quase absoluto sobre o México no futebol feminino, com 15 vitórias em 16 partidas anteriores. A derrota por 1 a 0 não apenas adiciona uma rara vitória ao histórico das adversárias, como também representa apenas o décimo gol marcado pelas mexicanas em toda a série de confrontos, que vê as brasileiras com impressionantes 68 tentos. A disparidade no ranking da FIFA, com o Brasil na sexta posição e o México na 29ª, apenas sublinha a natureza surpreendente deste resultado, que desafia a lógica das estatísticas pré-jogo.
Análise da Partida: Eficácia e Fragilidades
O duelo na Cidade do México foi um retrato da falta de efetividade brasileira. Desde o início, a Seleção Brasileira enfrentou desafios, incluindo um pênalti assinalado pelo VAR logo aos 3 minutos, após falta de Thaís Ferreira em Ovalle. Contudo, a goleira Lelê brilhou, defendendo a cobrança de Bernal e mantendo o placar inalterado. Apesar do susto, o Brasil criou as melhores oportunidades no primeiro tempo, com Tainá Maranhão se destacando em lances de velocidade e drible, mas a equipe pecou na finalização, com duas bolas parando na trave.
Na etapa final, a pressão brasileira se manteve, porém sem a contundência necessária. Ao mesmo tempo, a equipe cedia espaços perigosos para as adversárias. Aos 31 minutos do segundo tempo, um escanteio pela esquerda resultou no gol decisivo. A zagueira Espinoza subiu mais alto que a defesa brasileira e cabeceou para as redes, garantindo a vitória para as anfitriãs. Além da ineficácia no ataque, a partida expôs falhas defensivas da Seleção, que não conseguiu conter os avanços mexicanos em momentos cruciais.
Perspectivas Pós-Jogo e o Caminho para 2027
Após sofrer o gol, o time brasileiro demonstrou sinais de cansaço, diminuindo a intensidade e a capacidade de reação. A busca pelo empate se mostrou infrutífera. Em declaração ao Sportv, a jogadora Mariza resumiu a frustração: "Faltou efetividade, não acho que jogamos mal. Futebol é isso: ganha quem coloca a bola na rede." As palavras ecoam a necessidade de uma análise profunda por parte da comissão técnica e das jogadoras.
Os resultados desta Data FIFA, especialmente as derrotas para Venezuela e México, impõem um desafio considerável para Arthur Elias e sua equipe. Com a Copa do Mundo de 2027 em solo brasileiro, a seleção precisa encontrar consistência, aprimorar a finalização e corrigir as fragilidades defensivas. O período serve como um valioso aprendizado, destacando a urgência de ajustes táticos e mentais para que o Brasil possa apresentar um desempenho à altura de suas ambições no maior palco do futebol feminino.
Fonte: https://www.oliberal.com



