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Copilota de família brasileira, de apenas 20 anos, morre em queda de jato nos Estados Unidos

Nathalia Gadelha Filgueiras tinha mais de 1.300 horas de voo e conquistou a licença de piloto aos 17 anos. Ela estava entre as nove vítimas do acidente na Flórida.

Uma jovem de apenas 20 anos, com raízes brasileiras e uma paixão pela aviação que começou ainda na infância, está entre as nove vítimas da queda de um jato particular na Flórida, nos Estados Unidos. Nathalia Gadelha Filgueiras trabalhava como copilota da aeronave que caiu no domingo (1º), no condado de Palm Beach.

Nascida nos Estados Unidos e filha de brasileiros, Nathalia teve sua identidade confirmada pela família. A jovem já acumulava mais de 1.300 horas de voo e havia conquistado a licença de piloto privado aos 17 anos, antes mesmo de tirar a carteira de motorista.

Sonho de infância realizado ainda na adolescência

A paixão de Nathalia pela aviação começou muito cedo. Segundo relatos de sua mãe, Camila Corteleti, a jovem decidiu que queria ser piloto por volta dos 12 anos. Ela costumava visitar o aeroporto de Boca Raton para acompanhar pousos e decolagens e também desenvolveu o interesse pela profissão durante voos com o pai, que praticava aviação como hobby.

Aos 17 anos, conseguiu a licença de piloto privado. Depois de iniciar os estudos na área em 2020, acumulou experiência e passou a trabalhar profissionalmente na aviação executiva.

Em entrevista ao jornal The New York Times, a mãe resumiu a relação da filha com a profissão em uma frase: “Ela amava a liberdade”. Camila também contou que Nathalia enxergava a possibilidade de observar o mundo do alto como algo especial.

Acidente matou todos os ocupantes

O jato particular, um Learjet 60, havia partido de Austin, no Texas, com destino às Bahamas. A aeronave caiu no condado de Palm Beach, na Flórida, provocando uma explosão e um incêndio. As nove pessoas que estavam a bordo morreram.

Informações divulgadas sobre o caso indicam que a tripulação comunicou dificuldades durante o voo, incluindo relatos de formação de gelo e turbulência. Em seguida, houve uma descida acentuada da aeronave e pedidos de emergência.

A mãe de Nathalia afirmou que a filha estava trabalhando como copilota e ressaltou que ela não era responsável pelas decisões de comando do avião.

Investigação busca esclarecer as causas

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) conduz a investigação para esclarecer o que provocou a queda. Autoridades também identificaram indícios de que partes da aeronave podem ter se desprendido ainda durante o voo, com destroços espalhados por uma área de até 800 metros.

Até o momento, não há uma conclusão oficial sobre as causas do acidente. Os relatos de gelo e turbulência fazem parte das informações analisadas pelos investigadores, mas não determinam, isoladamente, o que provocou a tragédia.

A morte de Nathalia interrompeu uma trajetória profissional que havia começado ainda na adolescência e que já demonstrava grande dedicação à aviação. Para familiares e amigos, fica a lembrança de uma jovem que transformou um sonho de infância em profissão.

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