A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) lançou um alerta significativo sobre as potenciais consequências econômicas do encerramento da jornada de trabalho 6×1 no estado. Segundo um levantamento recente da entidade, a mudança nesse modelo de escala poderia resultar na eliminação de aproximadamente 27 mil postos de trabalho formais, afetando diretamente setores vitais para a economia catarinense como o comércio, serviços e turismo.
A Projeção Alarmante da Fecomércio SC
O estudo divulgado pela Fecomércio SC detalha a estimativa de perda desses 27 mil empregos. Essa projeção reflete a preocupação da federação com a adaptabilidade das empresas a novas regulamentações que possam impactar o modelo operacional historicamente adotado por muitos estabelecimentos. A análise da Fecomércio considera o custo adicional e a reestruturação que as empresas teriam que enfrentar, levando à inevitável redução de pessoal como medida para manter a sustentabilidade financeira.
Compreendendo a Jornada 6×1 e Seus Implicados
A escala de trabalho 6×1, que prevê seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga, é amplamente utilizada em setores que demandam funcionamento contínuo ou com horários estendidos, como o comércio varejista, restaurantes, hotéis e demais serviços. Sua adoção permite maior flexibilidade na gestão de equipes e atendimento à demanda dos consumidores, especialmente em fins de semana e feriados. Para a Fecomércio SC, a supressão dessa escala significa a perda de uma ferramenta essencial para a otimização de custos e a manutenção da competitividade, principalmente para pequenas e médias empresas.
Repercussões Além dos Números: Impacto Econômico e Social
As consequências do fim da escala 6×1, conforme a visão da Fecomércio, extrapolam a mera contagem de vagas. A mudança pode acarretar um aumento substancial nos custos operacionais das empresas, forçando-as a repensar suas estruturas de funcionamento. Isso poderia se traduzir em redução de horários de atendimento, especialmente em períodos de pico de consumo, como sábados, domingos e feriados. Tal cenário afetaria diretamente a qualidade dos serviços oferecidos e a experiência do consumidor, com potencial impacto negativo no fluxo turístico e no poder de compra da população, devido a possíveis repasses de custos.
Um Alerta para o Futuro do Mercado de Trabalho Catarinense
A Federação ressalta que os setores de comércio, serviços e turismo são pilares da economia catarinense, respondendo por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) do estado e por um grande volume de empregos. A perda de 27 mil vagas representaria um duro golpe para o mercado de trabalho local, impactando milhares de famílias e a dinâmica econômica de diversas cidades. O estudo serve, portanto, como um chamado à reflexão sobre as implicações de alterações regulatórias sem uma análise aprofundada de seus efeitos práticos sobre o ambiente de negócios e a geração de empregos.
Diante do cenário projetado, a Fecomércio SC enfatiza a necessidade de um diálogo construtivo entre todos os agentes envolvidos – poder público, empresários e trabalhadores – a fim de buscar soluções que harmonizem a proteção dos direitos laborais com a sustentabilidade econômica das empresas e a manutenção dos postos de trabalho em Santa Catarina.
Fonte: https://redir.folha.com.br



